Crescimento menor nas vendas a prazo

De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas as vendas a prazo cresceram 4,12% no ano passado, frustrando as expectativas do setor, que eram de uma aceleração de 4,5%.

Nem mesmo o Natal conseguiu dar um gás para esta modalidade em dezembro e fazer os números fecharem dentro da expectativa. No último mês do ano, a alta nas vendas a prazo foi de 2,9% frente ao mesmo mês de 2012. Nesta base no corte de 2011 para 2012 a alta havia sido de 5,37%. A previsão para 2014 é de uma alta de 4%, impactada por um cenário econômico ainda de incertezas e de menor confiança.

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Expectativas para o comércio on-line

De acordo com a E-Bit, há uma projeção de que o comércio on-line apresente um crescimento nominal de 20% em 2014. Em 2013 as projeções iniciais apontam um faturamento de R$ 28 bilhões, o que representaria uma alta de 25% frente aos números de 2012.

A Copa do Mundo pode impulsionar a venda de artigos esportivos além de televisores. Além disso, aparelhos celulares e smartphones continuam a ser lideres de venda.

Demanda das empresas por crédito

De acordo com o Serasa, a demanda das empresas por crédito apresentou variação nula no ano de 2013 após uma queda de 5,2% em 2012.

Para a instituição, as incertezas acerca do cenário econômico e a mudança na trajetória dos juros, que encareceu o crédito, foram responsáveis pelo fraco desempenho no ano passado.

Na analise setorizada, as empresas de serviços tiveram destaque no ano passado, com alta de 3,5% na demanda por crédito. As empresas industriais demandaram 1,6% mais crédito do que em 2012, enquanto no varejo houve queda de 3,2%.

Cabe destacar os resultados do mês de dezembro, onde a demanda por crédito na indústria cresceu 53,9% frente ao mesmo período de 2012, melhorando assim o resultado do setor no ano.

Por porte de empresa, o melhor resultado ficou para as grandes empresas, com alta de 18,0% em 2013. Por região, a liderança no ano passado ficou para o Centro-Oeste, com alta de 1,6%. Apenas o Sul apresentou queda: -1,7%.

 

Retaliação pode acontecer

Um dos mais famosos casos de contenciosos abertos na Organização Mundial de Comércio foi o caso aberto pelo Brasil contra os EUA devido aos subsídios americanos ao algodão.

Na época, 2009, os EUA foram sancionados e, em 2010, se comprometeram a pagar, anualmente, ao Instituto Brasileiro do Algodão a quantia de US$ 147 milhões até que a nova Farm Bill fosse aprovada já em conformidade com as regras da OMC.

Porém, passados os anos, a nova lei rural dos EUA não saiu do papel e, para piorar, desde setembro, os americanos não vem cumprindo o prometido e estão depositando valores menores do que o acordado.

Com isso, representantes brasileiros dos produtores estão nos EUA para discutir este imbróglio com as autoridades americanas e muitas fontes afirmam que a chance de retaliação brasileira é grande. Muitos acham que a nova versão da Farm Bill não irá satisfazer os produtores brasileiros de algodão, pois podem provocar mais distorções ao invés de resolverem de vez o problema.

Alta na inadimplência das empresas

Dados do Serasa Experian divulgados no dia 27 de dezembro apontaram alta de 2,3% na inadimplência das pessoas jurídicas em novembro, na comparação com outubro. Com relação ao mesmo mês de 2012, alta de 6,7%. O resultado acumulado nos onze primeiros meses de 2013 registra um aumento de 1,9%.

As dívidas não bancárias tiveram um valor médio de R$ 814,11 até novembro, alta de 6,6% frente mesmo período de 2012. Já as dívidas bancárias ficaram em R$ 5.296,09 nos onze primeiros meses de 2013, um aumento de 0,6% frente ao mesmo período de 2012.

De acordo com a instituição, o aumento das taxas de juros, as constantes mudanças no comportamento da taxa de câmbio e a piora do cenário macroeconômico contribuíram para o aumento da inadimplência das empresas em 2013.

 

Perspectivas para o crescimento chinês

O governo chinês queria que o PIB do país crescesse mais moderadamente e tinha a expectativa de que já no ano passado isto ocorresse. Porém, o que se viu foi praticamente a repetição dos números de 2012. Com os números de 2013 ainda não divulgados, espera-se que o PIB cresça 7,6%, podendo até ter repetido o desempenho de 2012, com alta de 7,7% ou até de 7,8%. Esta indefinição reside na expectativa de bons números no quarto trimestre de alguns dos principais indicadores, quando todos esperavam um período com dados mais tímidos.

Vendas do comércio, balança comercial e até mesmo a indústria tiveram bons números no final do ano. A indústria manteve um ritmo bom de crescimento mesmo sendo um pouco menor do que nos trimestres anteriores, mas, mesmo assim, acima das expectativas. A balança comercial surpreendeu, com os dados de outubro mostrando um bom desempenho nas exportações, enquanto as importações cresceram em ritmo mais lento.

Com isso, todo o projeto chinês de crescimento em torno de 7% ao ano teve que ser adiado para este ano, e, se duvidar, mais para frente, já que alguns analistas já apostam em uma alta de 7,5% do PIB chinês em 2014.