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Perspectivas para o crescimento chinês

O governo chinês queria que o PIB do país crescesse mais moderadamente e tinha a expectativa de que já no ano passado isto ocorresse. Porém, o que se viu foi praticamente a repetição dos números de 2012. Com os números de 2013 ainda não divulgados, espera-se que o PIB cresça 7,6%, podendo até ter repetido o desempenho de 2012, com alta de 7,7% ou até de 7,8%. Esta indefinição reside na expectativa de bons números no quarto trimestre de alguns dos principais indicadores, quando todos esperavam um período com dados mais tímidos.

Vendas do comércio, balança comercial e até mesmo a indústria tiveram bons números no final do ano. A indústria manteve um ritmo bom de crescimento mesmo sendo um pouco menor do que nos trimestres anteriores, mas, mesmo assim, acima das expectativas. A balança comercial surpreendeu, com os dados de outubro mostrando um bom desempenho nas exportações, enquanto as importações cresceram em ritmo mais lento.

Com isso, todo o projeto chinês de crescimento em torno de 7% ao ano teve que ser adiado para este ano, e, se duvidar, mais para frente, já que alguns analistas já apostam em uma alta de 7,5% do PIB chinês em 2014.

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Números da economia italiana

O governo italiano divulgou em meados de dezembro o PIB do país. Os dados indicaram crescimento zero no terceiro trimestre do ano passado frente ao trimestre imediatamente anterior. Comparado ao mesmo período de 2012, houve queda de 1,8%.

Outros dados divulgados um pouco antes do Natal dizem respeito aos preços ao consumidor e à produção industrial. Houve deflação de 0,3% em novembro na comparação com outubro. Já os números da indústria indicaram alta de 0,5% no décimo mês do ano passado, quando há uma comparação com setembro. Frente ao mês de outubro de 2012, queda de 0,5%.

A balança comercial apresentou superávit de 4,0 bilhões de euros em outubro, resultado de 36 bilhões de euros em exportações e de 32 bilhões de euros em importações. O resultado acumulado de janeiro a outubro do ano passado aponta um saldo comercial de 23,7 bilhões de euros.

Maior desemprego na França

No terceiro trimestre de 2013 o desemprego na França atingiu o seu maior nível em 16 anos, atingindo 10,9%. No segundo trimestre a taxa havia ficado em 10,8%.

Os números do desemprego não cedem desde o início de 2011 e não há uma perspectiva de melhora significativa no curto prazo por conta da dificuldade que enfrenta a economia do país, que só deve crescer 0,2% em 2013.

O desemprego para a faixa dos 15 aos 24 anos permaneceu na faixa dos 25,4% entre julho e setembro, tendo uma pequena redução frente ao comportamento do primeiro semestre. Preocupa o aumento do desemprego entre trabalhadores com mais de 50 anos, que ficou em 8,2%, números nunca antes atingidos.

PIB chileno cresce no terceiro trimestre

De acordo com o Banco Central chileno, a economia do país cresceu 4,7% no período de julho a setembro de 2013. O resultado repete o desempenho do primeiro trimestre e é 0,7% superior ao do segundo trimestre. O resultado acumulado aponta um crescimento de 4,5%.

Para o governo do Chile, a alta nas exportações de cobre foi fundamental para o desempenho do PIB no terceiro trimestre. Foi registrado um aumento de 13,1% nos embarques da commodity, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O ano não vinha sendo bom para o setor exportador do produto, tanto que o resultado acumulado ainda aponta retração de 0,3%.

Outro fator que poderá ajudar a economia neste trimestre é a flexibilização da taxa de juros que, inalterada desde janeiro de 2012, foi reduzida de 5% para 4,75%.

EUA melhoram produção de petróleo

Em outubro, a produção norte-americana de petróleo atingiu a média diária de 7,74 milhões de barris e superou, pela primeira vez desde fevereiro de 1995, as importações, que chegaram a 7,57 milhões de barris/dia.
De acordo com a Agência de Informações Energéticas (EIA), a melhora da exploração das reservas de xisto em Dakota do Norte e no Texas, além de outros estados, foi fundamental para o crescimento da produção no mês. A agência afirmou que gradativamente os EUA incrementam a produção de petróleo através do óleo de xisto, com uma tendência positiva para os próximos anos.
A EIA faz uma previsão otimista de que os EUA irão superar a Rússia e a Arábia Saudita em 2015, se tornando os maiores produtores mundiais.

Cenário para a América Latina

O relatório do FMI mostrou um cenário instável para a América Latina, neste e nos próximos anos. Para a região, o Fundo aponta um crescimento deprimido, puxado pela indefinição dos EUA sobre a política fiscal e pela trajetória de acomodação dos preços das commodities.

A conjuntura tem levado a um aumento do déficit em conta corrente da região e os ajustes terão que ser feitos, sobretudo no câmbio e muitos já têm adotado uma política de depreciação da moeda, já que se espera uma redução do financiamento externo se a política expansionista do Fed chegar ao fim.

Os EUA continuam a ser um parceiro comercial muito forte da região, mesmo com o crescimento do mercado chinês. Com os norte-americanos definindo o seu caminho, o cenário da América Latina pode clarear em 2014. Se, por um lado, podem cair os investimentos na região, as vendas externas podem crescer se a economia dos EUA voltar aos eixos e o ambiente interno recuperar a indústria e o consumo do país e consequentemente as importações.