Arquivo da categoria: Câmbio e Comércio Exterior

Sobretaxa sobre aços laminados

Após investigação que concluiu que alguns países vendiam ao Brasil produtos planos de aço inoxidável laminados a frio abaixo do preço praticado pelos fabricantes nas vendas internas, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu por sobretaxar essas importações por até cinco anos.

A medida antidumping foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira, dia 4 de outubro, e atinge seis países: Alemanha, China, Coréia do Sul, Finlândia, Taipei e Vietnã. A sobretaxa varia entre US$ 235,59 e US$ 1.076,86 por tonelada que é importada, dependendo do país exportador e do fabricante, sendo que o valor mais alto atinge, sobretudo, fabricantes da Finlândia.

Especificamente, os produtos planos de aço inoxidável sobretaxados são os austeníticos tipo 304 (304,304L, 304H) e os ferríticos tipo 430, todos com espessura entre 0,35 mm e 4,75 mm.

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Exportações de celulose

As exportações brasileiras de celulose cresceram 8,2% no período entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, arrecadando US$ 2,93 bilhões.

O grande responsável pela melhora no período foram as compras chinesas, que cresceram 21,2% e atingiram US$ 859 milhões. A União Europeia ainda é nosso principal destino, e adquiriu o montante de US$ 1,24 bilhão (queda de 1,6% no período).

Em volume o crescimento dos embarques de celulose foi de 14% em julho, chegando a 791 mil toneladas. O resultado acumulado ficou em 5,339 milhões de toneladas, alta de 9,2%.

Expectativa de venda nos dias dos pais

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a estimativa é de que as vendas cresçam 7% no próximo Dia dos Pais na comparação com o mesmo mês do ano passado. A tendência é de que artigos eletrônicos, livros e perfumes estejam entre os presentes mais escolhidos pelas famílias.

A Abrasce destaca o crescimento da demanda por produtos de beleza e cosméticos pelo público masculino, pois cada vez mais entram no mercado produtos específicos para este público, o que aumenta a demanda, considerando que, ainda, os preços de produtos para os homens ainda estão mais acessíveis nesse mercado.

Consumo argentino ajuda embarque de montadoras

De acordo com a ANFAVEA, as exportações brasileiras de veículos cresceram 18% no primeiro semestre deste ano, com ajuda, principalmente da recuperação do câmbio e da melhora do consumo de alguns dos nossos principais mercados, como a Argentina e México. Com a melhora dos números, a associação deve rever suas previsões para o ano, antes estimadas em uma queda de 4,6%.

Para a Argentina, as vendas cresceram 13% (dados até maio) enquanto que para o México, as exportações aumentaram 12%.

Por montadora, quem mais exportou nos primeiros seis meses do ano foi a Volskwagen, com 142,7 mil unidades, seguida pela GM com 69,6 mil unidades.

Compras com cartão crescem no primeiro trimestre

A Associação Brasileira das Empresas de cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou os dados do setor de cartões de crédito e débito para o primeiro trimestre deste ano.

As compras com as duas modalidades movimentaram R$ 189,43 bilhões, crescimento de 16,9% frente ao resultado do mesmo período do ano passado. Foram 2,13 bilhões de transações, um aumento de 14%.

Levando em conta apenas os cartões de crédito, o faturamento ficou em R$ 123,6 bilhões, uma elevação de 14,8% frente ao primeiro trimestre de 2012, com 1,05 bilhão de transações. As compras parceladas representaram 50,4% do montante total, cabendo o restante às compras à vista. Em transações, as compras à vista chegaram a 80% do total.

Importante destacar os gastos brasileiros com cartão de crédito no exterior, que movimentaram R$ 6,4 bilhões, um crescimento de 16%.

No débito, foram 1,09 bilhão de transações, uma elevação de 15,2% frente ao mesmo período do ano passado, com um movimento de R$ 65,8 bilhões, alta de 21,2%.

Expansão dos negócios no exterior

Dados do Banco Central apontam que os investimentos brasileiros no exterior aumentaram 60,6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Foram cerca de US$ 11,3 bilhões investidos por empresas brasileiras em novos negócios. Um misto de acomodação da economia brasileira, indecisão quanto ao comportamento do câmbio, dos juros e da inflação está fazendo o empresário buscar novos ares em outros países.

Nosso país vinha perdendo espaço no ranking dos que investem no exterior, mesmo dentre os emergentes, que possuem 30,6% dessa fatia (dados de 2012).