Arquivo da categoria: Análise da Conjuntura

Inadimplência das empresas sobe em 2013

Dados do Serasa Experian divulgados no final de janeiro apontaram alta de 2,5% na inadimplência das pessoas jurídicas no ano de 2013. O resultado é o melhor dos últimos anos, já em no último biênio o crescimento superou os dois dígitos. Considerando só o mês de dezembro, a alta foi de 10,1% frente dezembro de 2012 e houve queda de 1,9% frente a novembro.

As dívidas não bancárias tiveram um valor médio de R$ 814,05 no ano, alta de 7,0% a 2012. Já as dívidas bancárias ficaram em R$ 5.316,20 em 2013, crescimento de 1,3%.

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Previsão de aumento no consumo de energia

A pequena recuperação da indústria em 2014 deve ser suficiente para que o consumo de energia cresça em 2014. A tendência é de que haja um acréscimo de 3,8%, variação maior do que a ocorrida em 2013, cuja alta ficou em 3,5%.

No ano passado, o consumo residencial e o comercial puxaram a demanda por energia, mas no final do ano foi detectada uma recuperação no consumo industrial, com esta tendência se mantendo para o resto do ano 2014.

Consumo de cimento deve aumentar em 2014

As vendas das empresas brasileiras de cimento alcançaram 70 milhões de toneladas em 2013, alta de 2,4% frente ao resultado do ano de 2012.

Para 2014, a tendência é de um aumento de 2,4% no consumo interno de cimento, mas ainda é cedo para estimativas mais conclusivas, pois teremos um ano com mais feriados e com paralisações devido à Copa do Mundo. A continuidade das obras de infraestrutura e a retomada da construção civil (que teve um 2013 complicado) podem melhorar as perspectivas do setor.

O consumo aparente também pode perder um pouco, já que o dólar deve ter um ano de valorização, podendo melhorar nossos embarques e diminuir o volume importado.

Demanda das empresas por crédito

De acordo com o Serasa, a demanda das empresas por crédito apresentou variação nula no ano de 2013 após uma queda de 5,2% em 2012.

Para a instituição, as incertezas acerca do cenário econômico e a mudança na trajetória dos juros, que encareceu o crédito, foram responsáveis pelo fraco desempenho no ano passado.

Na analise setorizada, as empresas de serviços tiveram destaque no ano passado, com alta de 3,5% na demanda por crédito. As empresas industriais demandaram 1,6% mais crédito do que em 2012, enquanto no varejo houve queda de 3,2%.

Cabe destacar os resultados do mês de dezembro, onde a demanda por crédito na indústria cresceu 53,9% frente ao mesmo período de 2012, melhorando assim o resultado do setor no ano.

Por porte de empresa, o melhor resultado ficou para as grandes empresas, com alta de 18,0% em 2013. Por região, a liderança no ano passado ficou para o Centro-Oeste, com alta de 1,6%. Apenas o Sul apresentou queda: -1,7%.

 

Alta na inadimplência das empresas

Dados do Serasa Experian divulgados no dia 27 de dezembro apontaram alta de 2,3% na inadimplência das pessoas jurídicas em novembro, na comparação com outubro. Com relação ao mesmo mês de 2012, alta de 6,7%. O resultado acumulado nos onze primeiros meses de 2013 registra um aumento de 1,9%.

As dívidas não bancárias tiveram um valor médio de R$ 814,11 até novembro, alta de 6,6% frente mesmo período de 2012. Já as dívidas bancárias ficaram em R$ 5.296,09 nos onze primeiros meses de 2013, um aumento de 0,6% frente ao mesmo período de 2012.

De acordo com a instituição, o aumento das taxas de juros, as constantes mudanças no comportamento da taxa de câmbio e a piora do cenário macroeconômico contribuíram para o aumento da inadimplência das empresas em 2013.

 

Crescem as importações de vestuário

Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário (Abit) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) apontaram que as importações de vestuário cresceram 8,2% entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o esmo período do ano passado, chegando a US$ 2,3 bilhões. Em, volume, desembarcaram em nosso país, cerca de 117 mil toneladas, 4,7% do alcançado no mesmo período de 2012.

Incluindo matérias-primas e confeccionados, a elevação das importações foi de 2,4% nos nove primeiros meses do ano, com um montante de US$ 5,07 bilhões. As exportações, em contrapartida, ficaram em US$ 938 milhões, caindo 1,9%. Essa conjuntura levou o déficit comercial do setor a US$ 4,13 bilhões, um aumento de 3,5%.

O setor teve um ano difícil com o real, em boa parte do período, valorizado. A tendência para o final do ano é de que o déficit comercial chegue a US$ 6 bilhões.