Crescimento mexicano no terceiro trimestre

PIB do México

No terceiro trimestre deste ano, o PIB do México cresceu 2,7% frente ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre a alta foi de 0,9%. O resultado acumulado entre janeiro e setembro aponta para uma elevação de 2,2% no produto mexicano. Com participação de 63% no total do PIB do país, o setor de serviços impulsionou os números do terceiro trimestre, registrando uma alta de 3,4%. A indústria cresceu 1,1% e tem participação de 30% do total do produto, sendo o melhor desempenho do setor em dez trimestres considerando esta base de comparação. Já o setor agropecuário fechou o terceiro trimestre com alta de 2,2%.

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Planejamento populacional e familiar no Brasil

Planejamento populacional brasileiro no período pré e colonial

 

  O continente americano foi descoberto em 1492 por Cristóvão Colombo, sob as ordens dos reis católicos de Espanha. Sua chegada foi em uma ilha, denominada por ele de São Salvador, localizada nas Bahamas. O Tratado de Tordesilhas (1494) estabelecia a divisão tanto de terras recém conquistadas quanto as que ainda seriam, entre Portugal e Espanha. Posteriormente o Brasil foi descoberto em 1500 por Pedro Álvares Cabral, sob o comando da coroa portuguesa, na região que seria a atual cidade de Porto Seguro. A região equivalente ao atual território brasileiro, era ocupada por diversas tribos indígenas que em muitos casos eram inimigas entre si.

 

  Após esses acontecimentos, ocupar os territórios do “Novo Mundo” tornou-se essencial para essas duas potências, pois essas áreas poderiam ser tomadas por outros países, possuir metais preciosos e terras férteis. Portugal começou a ter um plano de colonização concreto para o Brasil no ano de 1534, com o sistema das capitanias hereditárias e posteriormente com a implementação do Governo Geral (1548). Em ambos os sistemas foram enviados membros da baixa-nobreza, soldados e colonos.

 

  A exploração do pau-brasil e a economia açucareira foram essenciais, pois deixaram economicamente viável a exploração colonial nas primeiras fases. Posteriormente, a economia foi se diversificando com a produção agrícola de outros produtos, pecuária e exploração mineral. A mão de obra era inicialmente indígena e posteriormente passou a ser escrava (com escravos trazidos da África).

 

  A população indígena foi sendo exterminada ao longo do tempo via doenças trazidas da Europa pelos colonizadores ou por conflitos com os mesmos. Já a porcentagem de brasileiros com origem africana (escravos e livres) era cada vez mais significativa em relação ao total da população, pelo menos até o fim do tráfico negreiro (1850) e da escravidão (1888). O primeiro censo populacional (1872) demonstrou que  58% dos quase 10 milhões de brasileiros eram de origem africana.

 

Políticas imigratórias

 

  Posteriormente ao fim da escravidão, o governo brasileiro começou a adotar políticas de incentivos para atrair imigrantes europeus e após 1908, japoneses. O estado de São Paulo esteve altamente presente na adoção dessa medida. A proposta era dos imigrantes trabalharem em plantações, principalmente cafeiculturas, como mão de obra assalariada.De 1920 em diante, a entrada de imigrantes estrangeiros parou de ser um grande fator para o aumento populacional. Foi substituída pelo crescimento interno, pois houve uma queda das taxas de mortalidade (vacinação obrigatória). Fluxos migratórios (principalmente êxodos rurais) também modificaram a distribuição espacial da população.

 

  Mesmo havendo uma queda nas taxas de mortalidade em 1920, como foi mencionado anteriormente, foi a partir de 1940 que estas despencaram de forma contínua. Devido ao alto índice de mortalidade ao longo da história, havia uma tentativa de as famílias equilibrarem o grande número de falecimentos com um alto índice de natalidade. As famílias tinham muitos filhos, mas poucos chegavam à idade adulta.

 

  O modelo econômico prevalecente no Brasil  até o século XX eram economias de subsistência, colonatos e associações agrícolas, que contribuíram para matrimônios precoces e muitos filhos, no intuito de esses auxiliarem na produção e no controle das terras. Essas medidas eram apoiadas por instituições fortes (Estado e Igreja), que possuíam a crença de que um país forte deviam ter um grande número populacional. O governo praticava leis que estimulavam o aumento da natalidade: proibiu o divórcio durante décadas e criminalizava o aborto, tanto por meio de procedimentos médicos quanto pelo uso de substâncias abortivas.

 

Planejamento populacional durante o governo militar

 

  No começo do governo militar (1964), a política populacional incentivada era expansionista, apesar da péssima qualidade de vida de grande parte da população e a ausência de investimentos públicos nessa área. Até o começo dos anos 70, o aumento da população não era visto como um entrave ao crescimento econômico.

 

  No ano de 1983 foi criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o propósito de descobrir os problemas causados pelo aumento populacional, na crise econômica de 1981-1983. Foi decidido que não ocorreria uma intervenção por parte do Estado na fecundidade nacional, mas deveria deixar métodos contraceptivos disponíveis para uso populacional via sistema de saúde.

 

  Em 1984 foi criado o PAISM (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher). No mesmo ano aconteceu a  Conferência Internacional de População do México, onde o Brasil mostrou suas normas sobre o assunto:

 

  1. Oposição aos ideais neomalthusianas, apontando que o aumento populacional não é a razão dos problemas dos países em processo de desenvolvimento; e não adotar medidas de controle demográfico como formas de extinguir a pobreza. 
  2. As medidas de política demográfica brasileira não devem ser voltadas ao
    crescimento demográfico, mas sim direcionadas ao combate de doenças, mortalidade e consequências das migrações internacionais; 
  3. Planejar o número filhos é direito de todo cidadão e é causada por ações livres e informadas dos indivíduos e casais; 
  4. Planejar a quantidade de filhos deve fazer parte do atendimento público à saúde e à proteção dos usuários deve ser disponibilizada pelo setor público, através de órgãos competentes; 
  5. A atuação do governo brasileiro quanto ao planejamento de filhos está assegurada dentro de uma estratégia de assistência integral à saúde da mulher

 

Planejamento Familiar no Brasil

 

  Posteriormente, as famílias (principalmente urbanas e de média renda) foram optando por ter menos filhos, já que a mortalidade infantil havia se tornado baixa, logo se tornou caro manter muitos filhos. Porém havia um conflito entre a demanda populacional por um maior controle de natalidade e as políticas governamentais que eram pró-natalidade. Logo, durante a década 70 esse assunto foi debatido nacionalmente e internacionalmente (Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento ocorrida em Bucareste – 1974). O planejamento familiar se tornou essencial para a macroeconomia, saúde pública e direitos reprodutivos.

 

  Havia diferentes formas de como tentar resolver esses impasses. O pensamento neomalthusiano era uma dessas formas, e pregava o controle de natalidade por parte do Estado, nem que fosse imposto. Também existiam os desenvolvimentistas, apoiavam políticas públicas direcionados à melhorar a qualidade de vida da população (com foco nos mais pobres). Houve uma queda da taxa de mortalidade e um aumento da taxa de natalidade no Brasil depois dos anos 60.

 

  O povo havia começado a pressionar o governo por medidas para regulamentar a fecundidade, Porém as leis brasileiras eram contra o aborto, uso de métodos contraceptivos, esterilização e outras medidas. Logo a população recorreu ao setor privado (farmácias e sistema de saúde privado), o planejamento familiar passou a ser visto como medida principal para se evitar o aborto, que é ilegal e apresenta riscos. Também melhorava o bem-estar das famílias e possibilitava mobilidade social.


   Vale destacar que o pensamento desenvolvimentista foi o vencedor da Conferência de Bucareste (1974), onde ficou decidido que planejamento familiar é um direito dos cidadãos e que cabe ao governo distribuir informações e métodos contraceptivos para a população.

 

  Durante o governo Geisel (1974-1979), tivemos  política natalista mais fraca e uma maior flexibilidade com o planejamento familiar. Os mais ricos acessavam os meios de regulação da fecundidade, porém os mais pobres e não-escolarizados tinham ausência de informação e meios para regular suas preferências reprodutivas. Ocorreu um aumento das entidades voltadas ao planejamento familiar e o governo deu início ao Programa de Saúde Materno-infantil.

 

Planejamento familiar no início do governo Lula (2003-2004)

 

  Durante o governo Lula ocorreu o Programa Fome Zero, com o objetivo de combater a fome, miséria e a desnutrição. Porém as questões populacionais não foram diretamente abordadas nesse período. O médico Dráuzio Varella escrevia na época que a falta de controle populacional era um dos fatores responsáveis pelo aumento da violência. As mulheres com baixa renda, principalmente as que viviam em comunidades de centros urbanos não usam métodos contraceptivos por falta de informação ou falta de acessibilidade, fora que o aborto ainda continua a ser considerado crime. Logo, acabam engravidando sem nenhum preparo. Suas crianças não esperadas são obrigadas a crescer em ambientes com falta de ensino, saúde e segurança de qualidade. Essa situação tende a levar os jovens para criminalidade, aumentando a violência.

 

  Vale ressaltar que religiosos (principalmente no ambiente político) e Igrejas se manifestaram contra o uso de camisinhas e aborto. Nessa época também ocorreram debates sobre a legalização do aborto, sobre se o Estado deveria restringir a quantidade de filhos para as famílias e também abordados outros pontos. Existem muitas divergências sobre como o processo demográfico pode impactar o nível de pobreza. Atualmente, muitos especialistas defendem os os direitos sexuais e reprodutivos, como forma de garantia aos direitos humanos.

 

Conclusões sobre o planejamento familiar.

  Planejamento familiar pode ser definido como o planejamento da quantidade de filhos ao longo da vida. Possui como meta principal o bem estar da criança e dos pais, procurando o  melhor momento para se ter um ou mais filhos. O melhor para casais incapazes de terem crianças é se planejar para soluções eficazes como a fertilização in vitro, a inseminação artificial ou adoção.

  O planejamento familiar, o pré-natal, o parto e o controle de doenças sexualmente transmissíveis é direito de todo cidadão brasileiro pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pela lei N° 9263 de 12 de janeiro de 1996.

  O casal deve se planejar para os gastos futuros com a(s) criança(s).  As despesas devem ser contabilizadas desde o pagamento com exames no período pré-natal até o ensino médio. Muitos casais adiam o momento de terem filhos pois preferem ter uma melhor estabilidade profissional e melhores salários. Esse adiamento é um dos fatores do porque os casais acabam tendo menos filhos atualmente do que no passado.

  Um planejamento mal estruturado ou a falta de um, causa diversos transtornos sociais, pois indivíduos que não apresentam condições de criar suas crianças, diversas vezes, recorrem às instituições de adoção, ao aborto (feito em clínicas clandestinas) ou ao abandono. Várias famílias acabam não tendo dinheiro suficiente para gastar com roupas e/ou alimentos. A taxa de natalidade nas classes carentes é bem  maior e é causada pela ausência de medidas preventivas e informação (falta de investimentos públicos em educação sexual, campanhas informativas e saúde pública).

  Os hospitais públicos e postos de saúde oferecem preservativos e outros métodos contraceptivos para a população. Porém essa medida não é o suficiente; investimento em educação é essencial.

A surra que o peixe dá no boi

Exportações

Nenhum tipo de carne rende tanto quanto as exportações de pescados ao redor do mundo. Mundialmente, as vendas externas da carne de peixe já equivalem às vendas de carne bovina, suína e de frango juntas.

O dado foi apresentado na Organização Mundial de Comércio (OMC) pelo especialista sênior de pesca, Márcio Castro de Souza. Segundo ele, as exportações de pescados chegaram em 2017 a US$ 122,3 bilhões, em comparação com os US$ 50,5 bilhões da carne bovina, US$ 40,2 bilhões da carne suína e US$ 30,3 bilhões da carne de frango.

A explicação, de acordo com o especialista, é que a produção de pescados consegue acompanhar o crescimento populacional. Além disso, a expressiva venda da carne de peixe também se deve à maior variedade de espécies, o que faz com que praticamente todos os países importem variedades de que não dispõem.

A maior demanda pelos pescados é algo que vêm sendo verificada desde a década de 60. Conforme relatório da FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação, a média de consumo anual passou de 9 quilos, em 1961, para 20,5 quilos em 2017.

Outro dado chamativo dessa pesquisa é a diferença do consumo de pescados de acordo com o continente. Segundo a análise, o consumo médio da carne de peixe na América Latina é de 9,8 quilos por habitantes/ano. É um número pequeno em comparação à Europa (22,5 quilos habitantes/ano) e à Ásia (24 quilos habitantes/ano). Essa diferença se dá pela cultura alimentícia de cada região.

Se, por um lado, a Ásia é a maior consumidora da carne de peixe, por outro lado também abriga a maior exportadora mundial de pescados: a China. Atualmente, o país asiático controla 14,1% da fatia do mercado internacional de pescados, tendo vendido US$ 20,1 bilhões em 2016.

O Brasil fica de fora da lista dos maiores exportadores de pescados. Mesmo com um enorme litoral e grande quantidade de espécies comerciais, o país sofre com a carência de frigoríficos apropriados para conservar tanto pescado. Além disso, conta com alta tributação na ração para peixes, que acaba sendo mais cara que aquela para frangos ou gado. Isso acaba inibindo o desenvolvimento da aquicultura.

Auge econômico global

  A expansão econômica global, aparentemente, chegou em seu pico. Existem diferentes expectativas e os riscos se intensificam cada vez mais. Essa expansão se mostra de uma forma menos conectada e com um viés mais protecionista.

  As perspectivas de crescimento econômico estão levemente menores do que as feitas pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em maio. Tensões comerciais entre países (Ex: Guerra Comercial entre EUA e China) são um empecilho grave para a economia global, pois os envolvidos nesse confronto econômico começam a taxar fortemente produtos comercializados entre eles, podendo sobretaxar também mercadorias vindas de outros países. Isso consequentemente afeta a balança comercial de muitos Estados, levado a problemas como desemprego, aumento dos preços, queda tanto nas exportações quanto importações. Condições financeiras restritas em mercados emergentes junto com riscos políticos (governos altamente intervencionistas ou despreparados) podem afetar um crescimento forte e sustentável de médio prazo no mundo.

  O OCDE projetou que o mundo iria crescer em torno de 3,7% tanto em 2018 quanto em 2019. A confiança se enfraqueceu, comércio e investimento estão mais lentos do que anteriormente, o aumento salarial se mostrou modesto entre muitos países. Em compensação a taxa mundial de desemprego calculada pelo OCDE se encontra baixa.

  As restrições de comércio tendem a afetar mais as regiões de baixa renda, sendo que as previsões para expansão das economias de países emergentes se tornaram tímidas, principalmente as que enfrentam pressões do mercado financeiro em relação ao ritmo das reformas (principalmente as trabalhistas e políticas). No caso do Brasil, o problema atual seria a imprevisibilidade de governo por causa do período de eleições.

  O ponto principal para lidar com essa situação seria os países se concentrarem em melhorar sua adaptação a diversidades, incrementar políticas de investimento e inclusão econômica interna e externa. O aumento do emprego e a intensificação de políticas monetárias e fiscais devem garantir que a demanda interna de países desenvolvidos seja satisfeita no curto prazo. A raiz do problema pode ser definida como pressões no mercado financeiro, alto preço de ativos e endividamentos tanto na esfera pública quanto na privada. Devem ser adotadas políticas para resistir a choques tanto em economias emergentes quanto avançadas, direcionar políticas fiscais com o objetivo de dar suporte para crescimentos de longo prazo e com o objetivo de fazer reformas no mercado de trabalho para ampliar o número de empregos. Não podemos esquecer que blocos e acordos comerciais são essenciais para o crescimento da economia global, focando na integração econômica dos países.chart

Uma breve análise recente do PIB brasileiro

  O PIB deve ser observado tanto pela ótica da demanda quanto da oferta. Atentando à atividade cíclica do Investimento, produção, consumo, emprego, renda.

O Brasil estava passando por uma recessão no período de abril 2014 até dezembro de 2016 ( período que engloba o segundo mandato de Dilma Rousseff e parte do governo Michel Temer), que levou a um baixo índice de investimento, produção e consumo. Consequentemente ocorreu o aumento do desemprego, o Brasil começou sua lenta recuperação em outubro de 2017.

  No governo Dilma (período 2011-2016) o PIB se elevou apenas 0,5% no total. No caso de Temer, o PIB voltou a crescer no primeiro trimestre de 2017. Tendo em consideração o último trimestre de 2016 e 2017 completo, o crescimento foi de 0,3%.

  Alguns dos motivos principais para a recessão ter acontecido enquanto Dilma estava no poder foi que grande parte das rendas familiares começou a ficar atrelada a dívidas e o governo apresentou altos gastos que não obtiveram retorno (empréstimos, obras no exterior e etc). Consequentemente, o consumo dessas famílias apresentou uma queda significativa; logo, esse impacto contraiu os investimentos privados, pois dependiam em grande parte do consumo familiar e o governo se encontrava endividado. Outros fatores significantes foram os escândalos de corrupção envolvendo empresas estatais e empreiteiras que afetaram a confiança do mercado e reduziram o valor das ações das empresas envolvidas.

  Vale ressaltar que os dois processos de impeachment após o fim do governo militar (tanto contra Fernando Collor quanto Dilma) ocorreram em períodos de crise econômica (com recuo ou baixo crescimento do PIB). Nesses casos, o governante é pressionado pelo descontentamento popular principalmente pela alta do desemprego, da inflação e aumento da insegurança (baixo emprego está diretamente relacionado com violência).

  Nas estimativas do IBRE – FGV, o PIB da economia brasileira deve crescer 1,5% neste ano, em comparação com o ano passado. Adotando o relatório de mercado Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil no dia 14 de setembro, essa alta será de 1,36%. Em Julho deste ano, o FMI fez a previsão de que o PIB brasileiro iria crescer 1,8%. As estimativas costumam oscilar em anos de eleição pelo impacto causado pelos principais líderes nas pesquisas eleitorais, se o plano econômico desses é de agrado ou não à maioria do mercado.

O Salto do Boi

   A categoria “Carne de bovino congelada, fresca ou refrigerada” foi o oitavo entre os produtos mais exportados pelo Brasil no mês de agosto, alcançando o valor de US$ 589 milhões. Atualmente, existem diversos fatores que podem beneficiar e prejudicar a posição do Brasil nesse mercado global. O nosso principal mercado é o asiático, com China e Hong Kong como os principais importadores das nossas carnes bovinas.

   Primeiramente, temos doenças perigosas que contaminam aves e suínos destinados ao abate. Seus surtos e epidemias são mais constantes na Ásia, matando quantidades preocupantes desses animais e algumas dessas doenças podem se espalhar entre os humanos. Vale destacar o surto de gripe aviária no mês junho de 2016 em Camarões e que se alastrou para países asiáticos no final (seis de novembro) de 2016 e perdurou até o primeiro semestre de 2017. Também ocorreram casos na Europa e América do Sul, levando ao sacrifício de milhões de aves ao redor do mundo.

   No momento, a China está passando por um surto de gripe suína africana que teve início no mês de agosto. A doença em questão é altamente letal para os porcos, não apresenta cura e o governo chinês proibiu o transporte desses suínos em áreas infectadas. No momento em que os bovinos não sofreram com nenhum surto de doença recente na Ásia, sua carne se tornou uma forte alternativa para esse mercado.

   Comparando o período de Janeiro – Agosto de 2017 com o mesmo em 2018, aconteceu um aumento de US$ 548 milhões para US$ 887 milhões nas exportações de carne bovina para a China. No caso de Hong Kong esse aumento partiu de US$ 609 milhões para US$ 775 milhões e analisando a Ásia (sem contar com o Oriente Médio), o salto foi de meio bilhão (US$ 1,27 bilhão para US$ 1,77 bilhão). São elevações consideráveis que favorecem uma situação de otimismo nesse mercado e criam expectativas por mais demandas desse produto no futuro, principalmente em 2019.

   A guerra comercial entre os EUA e China pode favorecer o Brasil na exportação de carne bovina para o mercado chinês, pois com a taxação de produtos americanos por parte dos chineses por conta de represálias pelas medidas protecionistas do governo Trump, a oferta brasileira deve substituir a oferta americana. Porém, a oferta americana desse produto era pouco presente no mercado chinês.

   Focando agora no mercado europeu, a União Europeia está estudando a possibilidade de aprovar uma cota de 45 mil toneladas anuais de importação de carne bovina dos EUA, o que apresenta grandes chances de prejudicar a entrada da carne bovina brasileira no neste mercado. Todavia, uma das questões que estão sendo analisadas também é uma cota para produtores do Mercosul. Logo, não podemos ter certeza se a exportação brasileira desse produto para UE será afetada drasticamente.